Casa dos horrores em MG: alerta para quem busca asilo para idoso – 50 e Mais

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Casa dos horrores em MG: alerta para quem busca asilo para idoso   50 e Mais
Casa dos horrores em MG: alerta para quem busca asilo para idoso 50 e Mais

Maya Santana, 50emais

Nesta casa, num bairro tranquilo de Santa Luzia(MG), os velhos eram torturados

Seja para o pai, para a mãe, a tia ou o tio. Se você está procurando um asilo para internar um ente querido, todo cuidado é pouco. O alerta que acaba de vir de Minas Gerais é para ser levado muito a sério. Infelizmente, aconteceu na minha cidade, Santa Luzia, perto de Belo Horizonte.

Foi descoberto um asilo,  Casa dos Idosos Acolhendo Vidas, num bairro mais afastado, onde as proprietárias, mãe e filha, agrediam e cometiam todo tipo de abuso contra os 50 idosos de quem deveriam cuidar. Um médico do hospital da cidade, depois de atender vários pacientes do mesmo asilo, foi quem alertou as autoridades.

Dos 50 idosos, 17 foram internados, quatro deles em estado grave. Segundo o médico, eles chegaram desidratados, desnutridos, tinham ferimentos e apresentavam quadro de depressão.

Quem olhava de longe a casa onde funcionava o asilo, no tranquilo bairro do Barreiro do Amaral, jamais imaginaria o horror diário ao qual os idosos eram covardemente submetidos.

Impressionada com essa história macabra, decidi postar este artigo, divulgado nesta terça-feira, 30 de julho, pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária ,em Brasília, dando as dicas do que se deve observar quando se está procurando um asilo para internar um idoso.

Leia:

A população do Brasil está envelhecendo. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2017, realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 14,6% da população tinha mais de 60 anos, o que corresponde a 30,2 milhões de idosos, número que já supera as estimativas realizadas para 2020. Isso tem tornado cada vez mais comum a busca por instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), que têm caráter residencial e incluem os asilos e as casas de repouso.

A Anvisa regula este tipo de serviço de interesse à saúde desde 2005, quando publicou a RDC 283/2005.

O que os familiares devem observar:

O primeiro passo é definir que tipo de instituição deve ser contratada. As instituições de longa permanência são residências para idosos. Elas são diferentes de uma clínica geriátrica. O idoso que precisa de cuidados médicos constantes, medicação e assistência à saúde deve ser levado a uma dessas clínicas.

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Já as ILPIs são destinadas ao acolhimento de idosos saudáveis, com autonomia, que eventualmente precisam de ajuda para se alimentar ou tomar banho, por exemplo, mas que não necessitam de cuidados médicos constantes.

Regularização

O segundo aspecto a ser observado é se a instituição tem cadastro e licença de funcionamento na Vigilância Sanitária do município. Também é importante garantir a celebração de um contrato entre o idoso ou sua família e a instituição. Esse contrato deve ter todas as informações sobre o serviço a ser prestado.

Instalações

Quanto à parte física, é importante verificar se o local é seguro para evitar quedas. Tapetes não são indicados, mas corrimãos devem estar presentes nos corredores e mesmo nas áreas externas, pois trazem mais segurança para os residentes. As barras de proteção nos banheiros são de extrema importância, tendo em vista o risco de queda nesses locais.

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Dê preferência a instituições que não tenham escadas. Se não for possível, é importante que haja corrimãos nas escadas e telas de segurança nas janelas.

Alguns sinais físicos podem indicar se o local tem uma manutenção adequada. Observe se as paredes não têm mofo, se não há odores fortes nos ambientes e se as roupas de cama estão limpas.

Alimentação

O cuidado com a alimentação também é fundamental para que os idosos tenham um atendimento adequado. Por isso, é importante que a instituição ofereça o acompanhamento de um nutricionista. A norma exige que as casas de repouso para idosos tenham pelos menos seis refeições diárias.

Qualquer instituição de longa permanência para idosos deve ter um responsável técnico com nível superior. Como esses locais não são serviços de saúde, não é obrigatório que o responsável seja médico ou enfermeiro.

Visitas

O idoso pode e deve levar seus pertences. Pergunte sobre os horários de visitação, que devem ser livres. Desconfie se há restrição de horários. Sempre que for visitar alguém em uma ILPI, avalie o local e o atendimento prestado.

Cuidadores

A Anvisa determina o número de cuidadores em cada instituição, dependendo do grau de dependência dos idosos. Em uma instituição onde os idosos são mais dependentes, a RDC 283/2005 prevê um cuidador para cada seis idosos.

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