Combate à Violência Contra a Mulher tem dia marcante na Câmara

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Combate à Violência Contra a Mulher tem dia marcante na Câmara
Combate à Violência Contra a Mulher tem dia marcante na Câmara

O Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher foi marcado por uma sessão histórica na Câmara dos Deputados. O evento aconteceu na última segunda-feira, 25, a requerimento da deputada Flávia Arruda (PL-DF).

A sessão na Câmara dos Deputados teve a presença do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na oportunidade, foram divulgadas estatísticas assustadoras sobre a violência contra a mulher, no país.

Cruzes na Esplanada

Por outro lado, também em ato incentivado pela parlamentar, 1.140 cruzes foram fixadas em frente ao Congresso Nacional, simbolizando o número de mulheres mortas, como vítimas de feminicídio, no Brasil.

Nas cruzes, as organizadoras escreveram frases como “SOS” e “basta ao feminicídio”. De acordo com a organização, o protesto foi “um pedido de socorro de todas as mulheres”. Assim, foram anunciados os nomes das 31 mulheres assassinadas por seus companheiros, neste ano, no Distrito Federal.

Na condição de presidente da Comissão Externa de Combate à Violência Contra a Mulher, leu solenemente a data das mortes de cada uma das vítimas.

ONU

O Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher celebra-se anualmente no 25 de novembro para denunciar a violência contra as mulheres no mundo todo e, portanto, exigir políticas em todos os países para sua erradicação.

A convocação foi iniciada pelo movimento feminista latinoamericano em 1981 para marcar a data em que foram assassinadas as irmãs Mirabal na República Dominicana. Fato que teve repercussão internacional, à época.

Por isso, em 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas em sua resolução 54/134 assumiu o 17 de dezembro como data para a jornada de reivindicação. Assim, convidou governos, organizações internacionais e organizações não governamentais a convocar atividades dirigidas a sensibilizar a opinião pública sobre o problema da violência contra a mulher.

GDF

Também presente ao evento, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, reafirmou o compromisso do governo no combate ao feminicídio. “O crime de feminicídio é um crime de difícil prevenção e de fácil elucidação. Em 2019, temos 100% dos casos apurados no DF. O mais difícil é prevenir. O feminicídio não é um crime que ocorre da noite para o dia. Ele vem amadurecendo e acontecendo até acabar neste resultado trágico, que é a morte”, garantiu Torres.

Assunto de todos

“Isso não é assunto de mulher. É assunto de todos. E só assim vamos conseguir acabar e enfrentar essa cultura que assola a sociedade brasileira”, enfatizou Flávia Arruda em discurso pronunciado na ocasião.

A parlamentar brasiliense tem se destacado em ações de combate à violência contra a mulher. Segundo defende, “a violência contra a mulher é uma realidade que precisa ser mudada”. E, acrescenta: “e vamos mudar”.

Legislação

Flávia considera que é preciso melhorar a legislação com respeito ao tema. Mas, também, “planejando políticas públicas para potencializar nosso papel social, político e econômico, exigindo respostas do poder público para o acolhimento de nossas demandas mais urgentes”, considerou a parlamentar.

“Somos maioria entre os eleitores. O Brasil também é nosso. Somos maioria nas escolas e universidades. Somos maioria nos lares brasileiros. E merecemos um país onde possamos viver com segurança”, conclui Flávia Arruda.

Acompanhe a Flávia 

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