Decisão de Bolsonaro sobre radares móveis deixa Avenida Colombo sem fiscalização de velocidade

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Decisão de Bolsonaro sobre radares móveis deixa Avenida Colombo sem fiscalização de velocidade
Decisão de Bolsonaro sobre radares móveis deixa Avenida Colombo sem fiscalização de velocidade

    Avenida Colombo deixa de ser fiscalizada por radares móveis com decisão de Bolsonaro / Divulgação PRF

    A decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender o uso de radares estáticos, móveis e portáteis vai deixar a Avenida Colombo sem fiscalização de velocidade. A medida tem validade a partir de segunda-feira (19/8), mas a tendência é que não vão ocorrer fiscalizações com radares a partir desta sexta-feira (16/8).

    Em nota divulgada nesta quinta-feira (15/8), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não faz nenhum comentário sobre a suspensão dos radares nas rodovias federais. A corporação informou apenas que vão ser adotadas as providências necessárias para o imediato cumprimento da decisão presidencial.

    Em Maringá, a Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, que corta a cidade ao meio, é considerada uma via de grande risco para acidentes. Em janeiro de 2018, por exemplo, o Maringá Post mostrou que o número de acidentes na Avenida Colombo havia crescido e que cinco pessoas morreram na via em 2017.

    Na ocasião, um inspetor da PRF, ao falar sobre a possibilidade de se fazer um convênio com a Prefeitura de Maringá para aumentar a fiscalização, afirmou que “o motorista terá a percepção de estar sendo vigiado o tempo todo, e isso o intimidará a cometer infrações. Com este convênio teremos uma diferença considerável no número de acidentes na Avenida Colombo”, disse.

    Em abril de 2019, quando o Maringá Post divulgou que a possibilidade de convênio da prefeitura com a PRF foi arquivada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e, que a instalação de novos radares nas rodovias concedidas à iniciativa privada estava suspensa, o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, demonstrou receio com o risco de aumento no número de acidentes.

    “Isso é temeroso, porque a mensagem que você transmite para o condutor é que não existe mais fiscalização, portanto ele pode imprimir a velocidade que quiser, porque não existe legislação”. A afirmação do secretário é de abril de 2019, mas reflete a preocupação dos especialistas em trânsito com a ausência da fiscalização.

    Em novembro de 2018, reportagem do Maringá Post mostrou flagrantes de acidentes na cidade registrados por câmeras de segurança. Dos cinco acidentes apresentados, quatro deles ocorreram na Avenida Colombo.

    Em fevereiro de 2019, em uma das últimas grandes operações com radar no trecho urbano da BR-376, em Maringá, a PRF flagrou 1.060 motoristas acima da velocidade permitida em apenas um dia de fiscalização.

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