Michelle Obama solta cabelo e reafirma defesa da diversidade – 50 e Mais

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Michelle Obama solta cabelo e reafirma defesa da diversidade   50 e Mais
Michelle Obama solta cabelo e reafirma defesa da diversidade 50 e Mais

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Ex-primeira-dama dos EUA transforma sua imagem em símbolo de libertação

Maya Santana, 50emais

Aos 55 anos, Michelle Obama, nunca esteve tão exuberante. Longe da Casa Branca, cada dia mais relaxada, ela continua uma intransigente defensora das minorias e da diversidade. Para provar isso, abandonou os cabelos esticados que usava durante o período em que desempenhou o cargo de primeira-dama dos Estados Unidos, ao lado do marido presidente, Barak Obama, e aderiu aos cabelos naturais, bem encaracolados. Surpreendente como ficou mais bonita. Ela acaba de lançar suas memórias. O título é: Minha História.

Leia o artigo publicado pelo jornal El País:

Michelle Obama está disposta a continuar agindo em defesa das mulheres. E a última forma que encontrou foi se libertar de algumas das imposições que assumiu durante sua etapa como primeira-dama dos Estados Unidos. Nos dois anos que passaram desde que abandonou a Casa Branca, ela se atreveu a exibir estilos mais ousados que os que escolhia com cuidado quando seu marido era o presidente. E agora transformou suas madeixas cacheadas numa nova bandeira.

No último sábado, Michelle reuniu grande público em Nova Orleans para falar de seu livro de memórias, Minha História. E quem compareceu notou que aquele cabelo liso mais escuro, exibido durante tantos anos, agora parecia mais livre com seus cachos naturais e um pouco mais claro nas pontas.

Alguns dos presentes comentaram que ela se parecia com a cantora Donna Summer, que fez sucesso nos anos setenta, mas Michelle continuou cativando a plateia falando de amor, compromisso e casamento. Em outras ocasiões, ela se referiu ao cabelo e aos muitos cuidados que necessitava durante essa etapa da vida. “Meu objetivo era mantê-lo saudável e terminar [o período como primeira-dama] com cabelo na minha cabeça”, disse em novembro de 2018 no podcast 2Dope Queens.

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Com os cabelos alisados, nos tempos de primeira-dama dos EUA

Provavelmente se referiu aos tratamentos que o cabelo de uma mulher negra precisa para estar continuamente liso. Nesses comentários, a esposa de Barack Obama afirmou que esse não era só o problema de uma primeira-dama, mas um tema que afetava muitas mulheres profissionais negras, submetidas a essa pequena escravidão em seu mundo laboral. Um tema que passa despercebido para suas colegas brancas.

Talvez tenha sido esse o motivo que a levou a se mostrar agora com um penteado mais natural. Seu gesto foi notado pelos numerosos admiradores, que o elogiaram nas redes sociais e o interpretaram como um ato de libertação. Embora seja preciso lembrar que ela escolheu o mesmo estilo em pelo menos duas ocasiões públicas: em 2017, pouco depois de deixar a Casa Branca; e em 2018, na capa da revista Essence.

Gestos mínimos que, no caso de Michelle Obama, adquirem relevância e dos quais ela também fala na autobiografia. Em seu livro – que logo se tornou sucesso de vendas e uma das obras de memórias mais populares da década –, ela explica que nunca prestou muita atenção na roupa que usava diariamente, pois achava estranha a ideia de que valorizassem mais o que vestia do que o que tinha a dizer. Mas logo percebeu que, cada vez que aparecia ao lado do marido, seus estilos eram analisados e geravam manchetes de todo tipo.

Apesar de sua surpresa por ter de contar com um pequeno séquito que cuidava da sua imagem, ela decidiu assumir o controle e “utilizar o poder que pudesse encontrar dentro de uma situação em que nunca tinha desejado me ver”, escreve no livro. Michelle usou a moda para promover jovens promessas do estilismo e homenagear estilistas norte-americanos consolidados. Se era preciso se vestir com cuidado para que suas palavras chegassem aonde queria, ela não pensou duas vezes.

Seu estilo depois da Casa Branca ficou mais relaxado. Somou-se a ele agora o cabelo cacheado com ligeiras mechas californianas, mas seu objetivo continua sendo o mesmo: ser ouvida, e que sua mensagem chegue o mais longe possível, sempre em defesa das minorias e da diversidade.

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