Muco de enguia pode ser biomaterial importante no futuro; entenda

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Muco de enguia pode ser biomaterial importante no futuro; entenda
Muco de enguia pode ser biomaterial importante no futuro; entenda

Algumas espécies de enguias, conhecidas por vários nomes no Brasil, são famosas por produzir uma espécie de muco altamente viscoso e muito mais útil do que se imagina. O material possui propriedades impressionantes de expansão, viscosidade e resistência e cientistas e empresas de todo o mundo já estão de olho nas enguias para utilizar o muco para as mais variadas finalidades.

O muco é usado pelas enguias para se proteger contra predadores. Ele é criado a partir de glândulas no corpo dos peixes, que despejam um conjunto de células organizadas em filamentos muito finos e compactos. Ao entrar em contato com a água do mar, esses filamentos se expandem de forma elástica, podendo aumentar de volume até 10 mil vezes em questão de segundos, o que acaba sufocando ou imobilizando os predadores.

Veja o muco em ação:

Os fios de muco possuem espessura de aproximadamente 12 nanômetros, mas podem se expandir até cerca de 15 centímetros de comprimento. A água do mar é o segredo para fazer as moléculas compactas se soltarem e expandirem, em um dos mecanismos de defesa mais interessantes da natureza.

Essas enguias, também chamadas de mixinas, peixes-bruxas ou bruxas-do-mar, evoluíram muito pouco nos últimos 300 milhões de anos. São animais invertebrados, praticamente cegos e que não possuem nem mesmo mandíbulas. Se alimentam de restos de peixes mortos que caem no fundo do oceano, onde vivem.

Nojento, mas útil

Os olhares da ciência e das empresas se voltaram para o muco das enguias quando começas a entender seu funcionamento, o que seria impossível sem o conhecimento da nanotecnologia. Os fios de muco podem ser até 100 vezes mais finos do que um fio de cabelo humano, mas possuem força 10 vezes equivalente a um fio de nylon, por exemplo.

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A ideia de algumas empresas é usar o muco em embalagens, airbags, bandagens e até equipamentos de segurança. Para isso, cientistas já estão tentando sintetizar a substância em laboratório, entendendo melhor como ela funciona e possivelmente tentando driblar o único requisito para que funcione: a água do mar.

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