Setor de serviços fica estável em maio com queda nos transportes | VEJA.com

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Setor de serviços fica estável em maio com queda nos transportes
Setor de serviços fica estável em maio com queda nos transportes
Rodoviária do Plano Piloto em má conservação
Rodoviária do Plano Piloto em má conservação

Rodoviária em Brasília; setor de transportes segurou o crescimento do volume de serviços (Cristiano Mariz/VEJA)

Embora o volume de serviços prestados tenha ficado estável em maio ante abril, houve crescimento em quatro das cinco atividades, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com o mesmo período do ano anterior houve crescimento de 4,8%, o mais forte desde fevereiro de 2014, quando houve elevação de 7,0%.

Único a ter queda, o serviço de transportes segurou, sozinho, o crescimento no mês. A atividade apresentou queda de 0,6% na passagem de abril para maio. Segundo Rodrigo Lobo, gerente da PMS, a atividade de transportes que vem fraca desde o fim do ano passado, pesa em torno de 30% do setor de serviços investigado pelo IBGE. “O setor de transportes é o mais conectado e associado à atividade econômica e registra quedas nas cinco taxas deste ano”, disse ele.

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Nas altas, o destaque foi o serviço de informação e comunicação, atividade de maior peso na pesquisa (com 33% do setor), cujo volume cresceu 1,7% em maio ante abril. Também cresceram o serviço prestado às famílias (0,5%), o serviço profissional administrativo e complementar (0,7%) e os outros serviços (2 6%).

Com o volume de serviços mantendo-se estável, o setor registrou o segundo mês de alívio, mas ainda está 1,1% abaixo do nível registrado em dezembro de 2018, informou o IBGE. Em relação ao ponto mais alto da série da pesquisa o nível do volume de serviços prestados em maio ficou 11,8% abaixo do registrado em janeiro de 2014 – a série começa em 2012.

A economia continua a dar sinais de fraqueza. Nesta sexta, o Ministério da Economia revisou a projeção oficial para o crescimento da economia brasileira neste ano. O Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em 0,81% em 2019. Com isso, a projeção foi cortada pela metade. Em maio, a estimativa da equipe econômica era de 1,6%.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)